Demora para embarque e desembarque de cargas no Porto de Itajaí mobiliza transportadores

Uma reunião na manhã de sexta-feira (23) mobilizou proprietários de transportadoras de Itajaí associadas ao Sindicato das Empresas de Veículos de Transporte de Carga e Logística de Itajaí e Região – SEVEÍCULOS. O motivo do encontro convocado de forma emergencial é a demora para a entrada dos caminhões no Porto de Itajaí. Segundo os transportadores, na última semana o tempo médio da saída do caminhão da empresa até a entrada no porto é de aproximadamente 5 horas. Até poucos dias o mesmo percurso era realizado em 1 hora. O motivo desta mudança na rotina é a abertura de novas linhas em operação no Porto de Itajaí: a movimentação dobrou, passando de 18 mil para 32 mil TEUs, segundo informações da APM Terminals.

Para tentar resolver o problema dos congestionamentos e das filas de caminhões nas vias de acesso ao porto, principalmente da Avenida Irineu Bornhausen (Caninana), os empresários que integram o sindicato elaboraram uma lista de reivindicações. O documento será apresentado na próxima semana, durante uma reunião da Câmara Setorial do Transporte de Itajaí. A reunião da Câmara Setorial do Transporte está marcada para a próxima segunda-feira (26), às 14h, na Superintendência do Porto de Itajaí.

Segundo o empresário e integrante do sindicato Mayckon Cabral, da empresa DMX, a situação registrada nesta última semana afeta toda uma cadeia produtiva e reflete na rotina das transportadoras e da comunidade. “E tem um agravante: o caminhão e o motorista em Itajaí são considerados como vilão da história. Mas na verdade não deve ser assim, pois o porto não se movimenta sem o caminhão. Nós precisamos do motorista, nós precisamos do caminhão. O que não se tem é uma estrutura pra que esse caminhão possa trabalhar de forma correta. Nós não temos problema na Portonave, por exemplo, pois lá é organizado, estruturado. Então os órgãos competentes, a empresa que explora aquela área, precisa tomar alguma providência. Precisamos destacar aqui que o vilão não é o motorista e sim o porto e os órgãos envolvidos nesta organização”, destacou Mayckon

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