Desemprego revela incapacidade de gerar renda

Segundo o IBGE são mais de 13 milhões de desempregados no Brasil, quase o dobro da população do nosso vizinho Paraguai. Para a Organização Internacional do Trabalho (OIT), a economia global não está criando empregos suficientes. A força de trabalho cresce em relação a oferta de emprego que está estável desde 2016. Como agravante, há uma insistente redução dos empregos de qualidade. Estas informações não são de grande novidade, no entanto, expõe uma verdade oculta, a incapacidade da população em gerar renda fora do emprego.

O emprego como provedor do sustento é um fenômeno recente que nasceu na revolução industrial por volta de 1820. Com o surgimento de máquinas e linhas de produção, necessitou-se de operadores. Assim nasceu o emprego como o conhecemos, que é constituído pelo empregado que vende sua força de trabalho e o empregador que a compra por um salário. No entanto, as coisas nem sempre foram assim. Na era agrária, o comum era o empreendedorismo. As pessoas trabalhavam em suas terras e comercializavam os produtos que produziam, não havia salário como conhecemos hoje.

Para suprir a necessidade de mão de obra, no começo do século XIX países europeus e americanos importaram um modelo educacional da Prússia (utilizado atualmente) que consiste em moldar pessoas a serem fornecedoras de mão de obra, consumidoras, dóceis ao sistema e principalmente incapazes de gerar renda fora do emprego, para que dependam do sistema e vendam mão de obra por baixo valor. O modelo de ensino utiliza a estratégia da linha de produção, uma sequência de montagem chamada de séries, e com o tempo forçando os alunos a reproduzirem padrões e modelos. A precisão de reprodução de cada aluno é medida por notas. Como resultado temos pessoas com medo de empreender, pois pouco sabem sobre o assunto; incapazes de serem criativas, devido as punições que sofreram quando o foram; e certamente crentes de que o emprego é a fonte de renda mais segura e confiável. Longe disso!

Agora estamos vivendo um cenário que impele as populações a buscarem novas fontes de renda. Criar ativos, usar a tecnologia, utilizar a criatividade para criar novos produtos e serviços, acreditar que é capaz de empreender de enriquecer. No entanto, o ser humano tem uma alta resistência ao sofrimento, por mais que seja difícil, continua acreditando no mito do emprego e na sua incapacidade. O momento mostra que é a hora de abandonar os velhos limites e se reinventar.

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