Doença que afeta o intestino tem tratamento pioneiro em Itajaí

Os sintomas até se confundem com uma forte virose, mas a causa em questão é muito mais complexa e está na lista das doenças autoimunes que, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), afetam de 3% a 5% da população de todo o mundo. Estamos falando da DOENÇA DE CROHN que se manifesta geralmente na juventude, entre os 20, 25 anos de idade, mas também pode atingir pessoas em qualquer fase da vida. Os primeiros sinais são dores abdominais e diarreia persistente.

O diagnóstico não é feito de imediato. Em pacientes com a doença, as idas ao banheiro vão se tornando frequentes, podendo chegar a mais de 8 vezes ao dia e até afetar a vida social. Com isso, o paciente procura ajuda médica e faz os exames iniciais, como sangue e fezes. Depois, o indicado é a colonoscopia, um procedimento de visualização do interior do intestino.

A causa da doença ainda é desconhecida. O que os médicos sabem é que cerca de 20% das pessoas diagnosticadas têm alguém da família que sofre de CROHN , segundo o Instituto de Coloproctologia de Brasília. Após a confirmação da inflamação no intestino, o próximo passo é o tratamento. Segundo o médico gastroenterologia Éverson Fernando Malluta, há vários métodos para conter a doença, mas cura não existe. “Hoje, com uma série de medicamentos já conseguimos estabilizar a CROHN, devolvendo a rotina ao paciente para que ele retome vida normal”, afirma Malluta.

Ainda assim, há um grande grupo número de pacientes onde a doença não está controlada. Muitas vezes, a medicação até faz efeito no início, mas depois não responde mais aos estímulos. A boa notícia é que em Itajaí (SC), o Centro de Novos Tratamentos está chamando pessoas com o diagnósticos de doença de CROHN para realizarem um método pioneiro e que tem revelado excelentes resultados em vários países. A vantagem dessa nova medicação é que ela age numa outra linha, levando à remissão da doença e dos sintomas em.um grande número de pacientes. “O tratamento é sem custo e realizado por meio de uma aplicação injetável da composição a cada 2 ou 3 meses, dependendo do estágio na doença”, diz o médico. Uma demonstração de que o procedimento é fácil e não exige muito tempo, nem deslocamento constante do paciente.

O material está em fase de testes, mas todas as pesquisas, até o momento, já demonstram dados positivos. As fases iniciais foram para comprovar a segurança em relação aos efeitos colaterais – para que o paciente não sofresse algum sintoma após o processo-, depois um pequeno grupo de pacientes já demonstrou grande sucesso com a medicação, e agora vários centros do mundo, incluindo o Centro de Novos Tratamentos de Itajaí, devem comprovar a eficácia em um número maior de pessoas.

Os pacientes que tiveram o diagnóstico de CROHN devem, então, procurar o Centro de Novos Tratamentos de Itajaí e poderão iniciar o procedimento. Somente quem já fez alguma cirurgia no intestino fica impossibilitado de participar.

Para fazer parte do tratamento não precisa morar em Itajaí. Basta entrar em contato com a Clínica por e-mail ( poliana@oncologiasc.com.br ) ou por telefone ( 47 3348 5093) e ter mais de 18 anos. Uma equipe faz uma avaliação dos exames e o paciente é chamado para o início das aplicações.

Mas ainda que tenha feito o controle da doença, o médico alerta para as chamadas “crises”, quando as dores retornam com intensidade e frequência. “Algumas razões podem provocar as crises, entre elas: o estresse e o uso do cigarro”, diz dr. Éverson.

Assim como outras doenças, o diagnóstico e o tratamento na fase inicial são primordiais para o bom resultado do tratamento e a garantia de uma vida normal ao paciente.

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