Tipo de câncer está na lista de doenças consideradas raras

28 de fevereiro é lembrado como o DIA MUNDIAL DAS DOENÇAS RARAS

Dores nas costas, cansaço, indisposição, são sintomas comuns hoje em dia e mais frequentes com o passar da idade. Muitas vezes estes “sinais” acabam passando despercebidos, e escondem algo mais grave. Como é o caso do mieloma múltiplo, um tipo de câncer raro, que corresponde a 1% do total das neoplasias e que tem esses indícios como indicadores de que algo não anda bem com o organismo. É uma doença que aparece geralmente em pessoas com mais de 60 anos, o que acaba confundindo com os sinais do envelhecimento.

Além dos sintomas mais comuns apontados acima, muitas vezes a anemia está presente neste cenário. A médica hematologista da Neoplasias Litoral, Fernanda Pedott, explica que a anemia não é uma doença, ela é sim um sintoma que pode estar relacionado a muitas outras doenças. “ Então, toda anemia deve ser investigada. Anemia no idoso não é normal. Isso é uma crença que ainda existe”, pontua.

O mieloma múltiplo é a multiplicação anormal de células na medula óssea, que resulta na corrosão do osso e na desproteção do organismo com a baixa da imunidade. Ainda não se sabe o que causa essa doença, mas até o momento as informações apontam a existência de mutações genéticas adquiridas no decorrer da vida e são responsáveis pelo aparecimento da doença.

Mais uma vez, o diagnóstico precoce é muito importante para o sucesso do tratamento, pois ele poderá evitar sequelas de uma eventual fratura, por exemplo, além de aumentar as chances de sobrevida do paciente. No Brasil, porém, os números de diagnósticos tardios ainda são altos. Hoje, os pacientes têm à disposição um exame de sangue, chamado de eletroforese de proteína, que pode identificar ou levantar suspeita da doença. “ Às vezes o mieloma é tratado como uma dor nas costas, na coluna, e na verdade esse tempo que se perde faz uma grande diferença na qualidade de vida e sobrevida mediana”, explica a hematologista.

O tratamento é baseado em quimioterapia, e eventualmente em radioterapia e transplante de medula óssea. Segundo a médica, a reposta aos tratamentos é considerada boa e a sobrevida ultrapassa os 10 anos, na maioria dos casos. O mieloma não tem cura, mas o paciente consegue ter uma qualidade de vida.

O mieloma múltiplo está na lista de doenças consideradas raras, ao lado de patologias como a doença de Crohn, Hemofilia, Distrofia Muscular, Síndrome de Williams, entre outras. São mais de 7 mil doenças raras conhecidas no mundo e segundo a Sociedade Brasileira de Genética Médica – SBGM aqui no país há cerca de 13 milhões de pessoas com doenças raras.

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